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Dia Mundial de Conscientização do Autismo: informação, acolhimento e apoio fazem a diferença na vida das famílias

Relatos mostram os desafios da rotina e destacam a importância de espaços especializados como o Centro Coopercocal Inclusiva.

Nesta quinta-feira, 2 de abril, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma data que convida a sociedade a ampliar o olhar, buscar informação e, principalmente, praticar a empatia. Para muitas famílias, o diagnóstico de autismo traz desafios diários que vão muito além das terapias: envolve adaptação da rotina, busca por atendimentos especializados, superação de preconceitos e a necessidade constante de compreensão.

Embora a conscientização tenha avançado nos últimos anos, a realidade ainda exige esforço e união. Muitas famílias enfrentam longas esperas por atendimento, dificuldades de acesso a profissionais especializados e, muitas vezes, o sentimento de solidão diante de uma condição que ainda precisa ser mais compreendida pela sociedade.

A coordenadora do Centro Coopercocal Inclusiva, Sany Mazzuchetti, que há anos acompanha de perto a realidade de famílias atípicas, destaca que uma das maiores necessidades é o acolhimento.
“Na escuta sensível às famílias, percebemos que a maior dor muitas vezes não está apenas na busca por terapias, mas no sentimento de solidão diante de algo que a sociedade ainda precisa compreender melhor. As dificuldades envolvem a demora no acesso aos atendimentos, os desafios na escola, a sobrecarga emocional e a falta de informação. Muitas famílias chegam até nós já exaustas, depois de uma longa caminhada marcada por inseguranças e, muitas vezes, julgamentos.”

Foi a partir dessa realidade que nasceu o Centro Coopercocal Inclusiva, oferecendo atendimento multiprofissional especializado e gratuito para filhos de associados da cooperativa. O espaço busca não apenas contribuir com o desenvolvimento das crianças, mas também oferecer suporte e orientação para toda a família.

Em pouco tempo de funcionamento, o Centro já demonstra a importância desse cuidado. Atualmente, são 109 crianças cadastradas, com quase mil atendimentos realizados, números que mostram a grande demanda existente na região. Mais do que dados, cada atendimento representa uma história, uma família acolhida e uma criança com novas possibilidades de desenvolvimento.

Atendimento e apoio que fazem a diferença

Para as mães que vivem essa rotina, o apoio faz diferença no dia a dia. Josiane de Melo, mãe de duas crianças com autismo, destaca que um dos maiores desafios ainda é a falta de compreensão da sociedade.
“As pessoas ainda precisam entender mais sobre o autismo. É uma caminhada que exige muito das famílias. Quando existem projetos como esse, que ajudam no desenvolvimento das crianças e também trazem informação para a comunidade, tudo fica um pouco mais leve. É algo essencial, porque nossas crianças precisam ser compreendidas e incluídas.”

Já Juliana De Bona Sartor, mãe de uma adolescente com autismo, acredita que a sociedade vem evoluindo, mas ainda há um caminho importante a percorrer.
“A gente percebe que hoje as pessoas começam a ter um olhar mais atento, mas ainda existem muitos desafios. As famílias precisam de apoio, precisam de orientação e de espaços preparados. Quando encontramos um lugar onde nossos filhos são bem acolhidos, isso faz toda a diferença, porque nos sentimos amparados nessa caminhada.”

O trabalho desenvolvido no Centro também envolve o fortalecimento das famílias, entendendo que o cuidado vai além das terapias. A gestora social Mirian Jeremiasdestaca que novas ações estão sendo preparadas especialmente para os pais, com encontros, orientações e atividades que auxiliem no dia a dia. “Nosso trabalho não é só com a criança. Quando a família recebe orientação e se sente fortalecida, o desenvolvimento acontece de forma ainda mais significativa. Queremos que cada pai e cada mãe saiba que não está sozinho. O acolhimento e a informação fazem toda a diferença nesse processo.”

Inclusão começa pelo conhecimento

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo reforça que a inclusão começa pelo conhecimento e pela empatia. Mais do que compreender o autismo, é necessário criar oportunidades para que cada criança desenvolva suas habilidades e tenha seu espaço respeitado na sociedade.

O Centro Coopercocal Inclusiva surge como um importante aliado nessa caminhada, oferecendo atendimento qualificado e humanizado, além de contribuir para que as famílias se sintam acolhidas e apoiadas.

A Coopercocal também destaca a importância do cooperativismo para que iniciativas como essa se tornem possíveis. O envolvimento dos associados fortalece projetos que geram impacto social positivo, demonstrando que a união pode transformar realidades e levar mais cuidado a quem precisa. "Neste 2 de abril, a mensagem principal é de conscientização, respeito e inclusão. Com informação, apoio e acolhimento, podemos construir uma sociedade mais preparada para compreender o autismo e valorizar cada pessoa em sua singularidade", completa Mirian.

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