Câmara aprova requerimento que pede informações sobre fila de espera por especialistas em Criciúma
A Câmara de Vereadores de Criciúma aprovou, durante a Sessão Ordinária dessa terça-feira (10), o Requerimento nº 91/2026, de autoria do vereador Luiz Fontana (PL), que solicita ao Chefe do Poder Executivo Municipal informações atualizadas sobre o número de pacientes que aguardam consultas com médicos especialistas na rede municipal de saúde. A proposta abrange o período entre 1º de janeiro de 2025 até a data de encaminhamento da resposta ao requerimento.
O documento busca levantar dados detalhados sobre a demanda por consultas em especialidades médicas no município, com o objetivo de compreender a dimensão das filas de espera e contribuir para a construção de estratégias que ampliem o acesso da população aos atendimentos especializados.
De acordo com Fontana, o pedido de informações pretende trazer mais clareza sobre o funcionamento das filas e os desafios enfrentados. “Reconhecemos a existência de longas listas de espera, e entendemos que as causas são diversas, incluindo a carência de profissionais em algumas especialidades”, destacou o parlamentar.
Segundo o vereador, a realidade das filas varia conforme a especialidade médica. Algumas áreas apresentam fluxo de atendimento mais ágil, enquanto outras enfrentam maior dificuldade para absorver a demanda. “A cardiologia apresenta um fluxo eficiente, enquanto outras especialidades enfrentam desafios maiores. A situação da ortopedia, por exemplo, é particularmente complexa, especialmente no que diz respeito às cirurgias, que podem demandar longos períodos de espera”, reforçou.
Diante desse cenário, o vereador questiona se há previsão de reforço no atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com a ampliação do número de especialistas principalmente para a ortopedia.
Fontana reforçou que a medida pode contribuir para melhorar o fluxo de atendimentos e reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares de urgência. “É um questionamento para entender como desafogar o Hospital São José, deixando a unidade voltada principalmente para casos graves, como infarto e AVC, enquanto atendimentos ortopédicos menos complexos poderiam ser direcionados às UPAs do município”, concluiu.
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