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Lúcio Vânio Moraes

XVIII Feijoada da Apae será em 25 de abril

Desde a sua 1ª edição, realizada em 31 de março de 2007, a Feijoada Solidária da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Maracajá consolidou-se como um dos eventos mais tradicionais e aguardados pelos munícipes e também por visitantes de cidades da região da AMESC (Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense) e da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera).

Ao longo desses 18 anos, o evento se transformou em muito mais do que um encontro gastronômico: tornou-se um símbolo de união, solidariedade e compromisso com a inclusão. Ano após ano, o evento é construído com dedicação, carinho e excelência por uma grande rede de pessoas que compartilham um mesmo propósito. A diretoria da APAE, equipe gestora e técnica, professores/as, profissionais da educação, serviços gerais, merendeiras, estudantes, familiares e voluntários/as do CAESP (Centro de Atendimentos Educacionais Especializados), unem esforços para oferecer uma experiência especial a todos que apreciam a feijoada.

Essa força coletiva revela o verdadeiro espírito da APAE de Maracajá: o de uma instituição que transforma trabalho em cuidado e cuidado em impacto social. A credibilidade, o prestígio e a seriedade com que desenvolve suas ações fazem com que, a cada ano, mais pessoas se aproximem, se engajem e passem a fazer parte desse movimento solidário.

Assim, a Feijoada Solidária segue crescendo e fortalecendo laços, reunindo sabores, histórias e pessoas em torno de uma causa maior: a construção de uma sociedade mais inclusiva, humana e acolhedora.

Em Maracajá, a feijoada também se insere no contexto histórico do processo de povoamento do município. Inicialmente habitada pelos povos originários nos séculos XV-XX, a região passou, posteriormente, a contar com a presença de africanos, cuja cultura contribuiu significativamente para a valorização e difusão de pratos como a feijoada, fortalecendo sua identidade como expressão da memória popular.

Na sequência, o município recebeu influências de diferentes grupos de imigrantes, especialmente açorianos, italianos e alemães, que também deixaram suas marcas nos costumes, na culinária e nas tradições locais.

Dessa forma, a feijoada em Maracajá vai além do aspecto gastronômico: ela reflete a história e a diversidade dos povos que contribuíram para a formação da cidade, tornando-se um verdadeiro símbolo cultural e um elo entre passado e presente.

Neste ano, a XVIII edição da Feijoada da APAE de Maracajá será realizada no dia 25 de abril (sábado), em um novo local: o Centro Comunitário do Bairro Vila Beatriz, situado na Rua Flávio Manoel Rocha. O evento terá início às 11 horas.

As atrações confirmadas incluem Rafa Show e Nanda Virtuoso, além das encantadoras apresentações dos estudantes do CAESP (Centro de Atendimento Educacional Especializado), que trazem brilho e emoção ao palco com suas expressões artísticas.

A participação cultural dos estudantes é uma importante forma de promover a inclusão, evidenciando as habilidades e potencialidades presentes em suas produções artísticas. Trata-se de um momento que integra arte, aprendizagem e o exercício da cidadania.

Todos os estudantes da APAE terão entrada gratuita, podendo participar junto aos seus colegas de sala de aula.

A camiseta para adultos custa R$ 75,00 e já inclui o ingresso de entrada. Crianças de 0 a 7 anos não pagam. De 7 a 12 anos, o valor é de R$ 35,00, com uso de pulseira de identificação.

A cor da camiseta deste ano, escolhida pela diretoria, é verde água. Como já é tradição entre os apreciadores da feijoada, as camisetas podem ser customizadas, permitindo um toque de elegância para quem gosta de participar e prestigiar esse evento solidário.

Em entrevista, o primeiro presidente da APAE de Maracajá, senhor Antenor Rocha, destacou que a origem da feijoada teve dois objetivos centrais: angariar recursos para a manutenção da instituição e divulgar a recém-criada APAE no município.Segundo ele, “por meio do evento, a entidade passou a ser conhecida em diversas cidades da região, como as pertencentes à AMESC, AMREC e até à AMUREL”. Antenor Rocha também ressaltou a importante contribuição de sua esposa, Margareth Maria Tomasi Rocha (in memoriam), uma das grandes incentivadoras da feijoada, que se destacou pela excelência na organização da equipe de trabalho na cozinha e em todas as etapas do evento.“Hoje, a feijoada integra o calendário cultural de Maracajá, consolidando-se como uma iniciativa de grande relevância para a comunidade” (Entrevista concedida em 5 de março de 2014 e 10 de fevereiro de 2026).

Segundo o presidente da Apae, senhor Dilneide Pelegrini, “o cardápio também é bastante diversificado. A novidade, presente desde a 14ª edição, segue agradando o público: além da tradicional e saborosa feijoada com todos os seus acompanhamentos, o evento oferece carne de porco assada, arroz, saladas, mesa de frutas e a deliciosa moranga caramelizada”.

Ainda conforme o presidente da instituição, “como o processo de comercialização das camisetas ainda está em andamento, quem tiver interesse em adquirir a sua camiseta ou pulseira deve entrar em contato com a APAE pelo WhatsApp (48) 3523-1871, nos horários das 8h às 12h e das 13h às 17h. As peças também podem ser adquiridas com membros da diretoria, voluntários e profissionais da instituição, ou diretamente na sede da APAE, localizada na Avenida Getúlio Vargas, nº 480, no Centro de Maracajá, ao lado da Prefeitura Municipal. Há diversos tamanhos de camisetas disponíveis, buscando atender a todos os apreciadores e apoiadores da tradicional Feijoada da APAE”, conclui Dilnei de Pelegrini (Entrevista em 14 de abril de 2026). 

Desde a XIV edição, a feijoada passou a ser preparada pelo cheff Reginaldo Ghedin e equipe. “Na Apae de Maracajá começamos em 2023. Junto comigo está o cheff João Borges, cheff Ricardo Martinello e o cheff Rudmar de Noni que são todos voluntários e fizemos com amor e dedicação pela ação inclusiva”, ressalta Reginaldo Ghedin(Entrevista em 01 de outubro de 2025). 

Este texto também será publicado no Jornal Folha Regional, em formato impresso.

As opiniões expressas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do(a) colunista e não refletem, necessariamente, a posição do Portal Folha Regional.

Lúcio Vânio Moraes - Historiador

Lúcio Vânio Moraes - Historiador

luciovaniomoraes@gmail.com

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