Requerimento aprovado da Câmara de Criciúma solicita dados sobre estrutura e funcionamento da Afasc
A Câmara de Vereadores de Criciúma voltou a debater, nesta semana, questões relacionadas à Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), em meio ao cenário de negociações entre a entidade e os profissionais da educação infantil. Na manhã desta quarta-feira (06), representantes da Afasc e do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Sinteresc) se reuniram para mais uma rodada de negociação.
Após o encontro, os professores decidiram rejeitar a proposta apresentada e iniciar greve a partir de sexta-feira (08). Na última segunda-feira (4), foi aprovado um requerimento de autoria do vereador Luiz Fontana (PL), que solicita o envio de informações à entidade sobre a estrutura e o funcionamento dos serviços prestados.
O documento pede dados atualizados sobre o quadro de profissionais, afastamentos, rotatividade, estrutura das unidades de educação infantil, cumprimento das normas de capacidade das turmas, atendimento a alunos com deficiência, qualificação dos diretores e aplicação dos recursos financeiros.
Conforme o vereador, a solicitação tem como objetivo ampliar a fiscalização dos serviços prestados. “Precisamos entender como está a estrutura, a gestão e a aplicação dos recursos públicos, especialmente diante das demandas recentes que chegaram à Câmara”, destacou.
Professores rejeitam proposta e decidem iniciar greve
De acordo com Fontana, a proposta manteve o reajuste de 2%. “Eles mantiveram os 2%, mas retiraram a alimentação dos professores, o que gerou ainda mais insatisfação”, afirmou. Segundo ele, a paralisação deve impactar o funcionamento das unidades de educação infantil administradas pela Afasc no município.
Em nota, a Afasc informou que segue aberta ao diálogo, mas destacou que a demanda apresentada pelo sindicato é inviável diante do impacto financeiro para a instituição. A entidade também afirmou que busca alternativas para garantir a continuidade dos serviços.
A Prefeitura de Criciúma também se manifestou, informando que notificou a Afasc para que a entidade assegure a continuidade dos atendimentos na educação infantil. Segundo o Executivo, a prioridade é o cumprimento do contrato, que prevê o atendimento a cerca de 6 mil crianças e suas famílias.
Com a aprovação do requerimento, a Câmara aguarda as informações solicitadas para acompanhar a situação e contribuir com o debate sobre o atendimento prestado pela instituição à população.
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