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Lúcio Vânio Moraes

Memórias de Elisa Savi Darolt em Maracajá

O estudo da história de pessoas queridas é de fundamental importância para preservar a memória da comunidade e manter registro daqueles que deixaram marcas e boas lembranças na cidade. Pesquisar a trajetória de cidadãos como dona Elisa Savi Darolt contribui para reconhecer o legado de indivíduos que, por suas atitudes, valores e afetos, ajudaram a construir a identidade social de Maracajá. A senhora Elisa Savi Darolt foi amplamente reconhecida por sua simpatia, carisma e pelo afeto que dedicava à família e às pessoas ao seu redor.

O texto desta semana aborda a história e a memória da saudosa senhora Elisa Sávi Darolt (in memoriam). O entrevistado foi seu filho, Alexsandro Darolt, natural de Maracajá-SC, nascido em 26 de agosto de 1973, residente e domiciliado no mesmo município, que concedeu entrevista em 12 de dezembro de 2025.

Em seu relato, Alexsandro destacou que sua mãe teve uma vida marcada pelo trabalho na agricultura, aliada a uma alimentação simples e saudável. Segundo ele, “a alimentação dela foi o motivo de ser uma pessoa forte, com saúde e sem sofrer de nenhum tipo de doença. Minha mãe faleceu com 93 anos completos, não sentia dores e mantinha a pressão arterial sempre regulada. A alimentação era baseada em polenta, queijo, linguiça, fortaia, minestra e saladas, alimentos naturais, sem agrotóxicos”.

A análise do depoimento do filho, complementada pela Certidão de Óbito, permite reconstruir dados biográficos de Elisa Savi Darolt. Ela era de nacionalidade brasileira, viúva, aposentada, natural de Maracajá-SC, nascida em 12 de agosto de 1916. Filha de Vitório Sávi, falecido, e de Maria Dal Toé Savi, falecida, ambos de nacionalidade italiana e nascidos na Itália. Elisa Savi Darolt foi casada com Francisco Darolt (in memoriam).

Nas memórias de Alexsandro Darolt, quando sua mãe faleceu, ele tinha 36 anos de idade. Segundo relatou, “o falecimento da mãe ocorreu por morte natural. Ela precisou ser encaminhada ao hospital por sentir-se cansada e fraca, devido à idade. Mesmo se alimentando regularmente, não comia como antes, então levamos para ser medicada e realizar exames. No hospital permaneceu por pouco tempo e veio a óbito no dia 1º de novembro de 2009, às 17:00 horas, no Hospital Regional, em Araranguá-SC. Conforme atestado firmado pela Dra. Marciele Almeida da Silva, o falecimento ocorreu em decorrência de parada cardiorrespiratória, como consequência de causa desconhecida, senilidade”.

Essa descrição, comum em atestados de óbito de pessoas idosas, indica que o coração e a respiração pararam de funcionar de forma súbita, sem uma doença aguda identificável, sendo atribuída ao desgaste natural do organismo.

“O sepultamento ocorreu no dia 2 de novembro, Dia de Finados, no Cemitério Público Municipal de Maracajá-SC”, relatou Alexsandro Darolt.

Nas lembranças de seu filho, Elisa Sávi Daroltdeixou um legado de dedicação à família, educação, respeito e trabalho árduo. Ele descreve sua mãe como uma mulher sábia, trabalhadora e generosa, sempre voltada para o bem-estar da família e para a realização do trabalho com responsabilidade e amor. 

Segundo Alexsandro, “minha mãe era uma pessoa que inspirava todos ao seu redor. Sua força, simplicidade e dedicação à família permanecem como exemplo vivo, mesmo após seu falecimento”.

A certidão de óbito de Elisa Savi Daroltencontra-se registrada sob o número 9078, às folhas 0020, do Livro C-019 de Registro de Óbitos do município de Araranguá. O registro foi lavrado em 09 de novembro de 2009, sendo o ato assinado por Sérgio Henrique Marcelino, Oficial Substituto, e por Eliziane Aparecida Daumann, Escrivente.





As opiniões expressas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do(a) colunista e não refletem, necessariamente, a posição do Portal Folha Regional.

Lúcio Vânio Moraes - Historiador

Lúcio Vânio Moraes - Historiador

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