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Lúcio Vânio Moraes

Memória escolar, religiosa e profissional de Valdir Carradore

Em entrevista concedida no dia 22/1/2026, Sônia Maria Souza Carradore compartilhou lembranças da trajetória escolar, vida religiosa e profissional de Valdir Carradore, destacando os desafios enfrentados e as conquistas ao longo de sua vida.

Valdir Carradore iniciou seus estudos em 1953, aos 7 anos de idade, no primário da Escola Manoel Gomes Baltazar e, posteriormente, tornou-se interno no Colégio DEONH, em Tubarão, estudando o Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio. Concluiu o Ensino Médio em Araranguá, no Colégio Nossa Senhora Mãe dos Homens, hoje Colégio Murialdo. Segundo Sônia Carradore: “Meu sogro queria que ele fosse advogado, um doutor. Não fez faculdade, mas fez curso técnico, o que lhe proporcionou experiência para trabalhar como secretário do recém-criado município de Maracajá, que antes era distrito de Araranguá”.

Aos 21 anos, em 1967, Valdir tornou-se funcionário público, atuando como secretário do prefeito no período, o saudoso Lauro Scarduelli (in memoriam), enquanto João Serafim (in memoriam) exercia a função de contador da prefeitura.

A figura a seguir refere-se à primeira comunhão de Valdir Carradore. Ele realizou sua primeira comunhão na antiga Igreja Matriz de Maracajá, aos 7 ou 8 anos, em 1953. Nesse período os padres de Araranguá atendiam em Maracajá. 

A infância de Valdir também foi marcada por desafios de saúde. Aos três anos, ele foi vítima da poliomielite, conhecida na época como paralisia infantil. Como se observa na imagem, Valdir aparece descalço, pois ainda não havia calçados que servissem aos seus pés. Sônia Carradore recorda que, naquela época, era comum que pessoas em situação de vulnerabilidade social andassem descalças, mas, no caso de Valdir, a falta de sapatos adequados representava uma limitação concreta: “O Valdir sempre dizia: ‘Até os 16 anos eu não usava sapato. Foi minha mãe, Mathilde Pizzollo Carradore, quem procurou um sapateiro em outra cidade, que confeccionou um sapato sob medida para mim. O sapateiro veio até nossa casa, mediu os meus pés e fez o meu sapato’”. Apesar das dificuldades físicas, Sônia enfatiza que “não foram essas limitações que impediram Valdir de vencer na vida. Ele sempre foi proativo, estudioso e determinado”.



Desde criança, Valdir trabalhava com o pai no açougue e no comércio, o que lhe proporcionou experiência em administração e atendimento. Com o passar dos anos, tornou-se vereador, fundou o PDT em Maracajá, candidatou-se a prefeito, viajou a Brasília e conquistou inúmeros feitos na cidade. Sônia destaca: “Ele era dinâmico, tinha uma vida normal. Enfrentou preconceitos, sim, mas superou todos com estudo e trabalho”.


Valdir Carradore e sua irmã Vanda Carradore (1953) na antiga Igreja Matriz de Maracajá





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